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A Boa Sorte

25/05/2013 21:31

 

A Boa Sorte

Em seu livro A Boa Sorte,  Alex Rovira Celma e Fernando Trias de Bes, fala que devemos construir a nossa boa sorte e não esperar ela acontecer. Livro maravilhoso, que é rico em detalhes, dicas e conselhos para cultivarmos o nosso trevo de quatro folhas. Espero que você se empolgue e vá em busca da leitura do mesmo.


Eles contam uma fábula sobre o trevo mágico, um trevo de quatro folhas, que dá a quem o possui um poder igualmente único: a sorte sem limites, no comercio, no amor, na riqueza... sorte ilimitada! Ela fala sobre um desafio de Merlin, ele reuniu vários cavaleiros e lançou o desafio de encontrar o trevo mágico de quatro folhas que nasceria no bosque encantado, porém ele não sabia exatamente o lugar, muitos cavaleiros saíram revoltados com o desafio impossível. Só dois cavaleiros permaneceram, o Nott ele usava uma capa preta, e disse o bosque encantado era enorme. Sei porém, a quem perguntar. Ele será meu. O outro se chamava Sid e usava uma capa branca, respondeu ao olhar questionador de Merlin: -Se você diz que o trevo da sorte ilimitada vai nascer no bosque, é porque assim será. Acredito em sua palavra. Por isso irei lá.
Assim, ambos partiram, levaram dois dias para chegar e agora só restavam cinco dias para encontrar o lugar onde nasceria o trevo. Nott e Sid fizeram a viagem separadamente, assim nenhum dos dois sabia em que lugar do bosque o outro estava.
No dia seguinte Nott resolveu procurar o príncipe da terra, o Gnomo. Pois ele morava debaixo da terra, ele dirá onde o trevo vai nascer. 
Ele saiu à procura do Gnomo, quando o encontro falou sobre o trevo que iria nascer e ele queria saber se ele tinha visto alguma raiz do trevo.
O Gnomo respondeu que não tinha visto nenhuma raiz do trevo e que no bosque  nunca nasceram trevos. Ele ainda afirmou que era impossível que o trevo brotasse ali e que quem tinha dito aquilo provavelmente o enganou.
O Nott logo rebateu e perguntou se não era ele quem estava lhe enganando e se já não tinha contado para o Sid. O Gnomo se zangou e o mandou ir embora. 
A mesma ideia Sid teve de procurar o Gnomo, falou a mesma história sobre o trevo e o Gnomo zangado lhe respondeu:  Que história e essa desse maldito trevo mágico hoje? Não há nem jamais houve trevos da sorte neste bosque. Simplesmente não podem nascer trevos aqui. Quem afirmou o contrário está errado ou está fazendo uma brincadeira de mau gosto.
Sid percebeu que algo estranho estava acontecendo. Segundo Merlin o trevo nasceria no bosque e, de acordo com o Gnomo era impossível  que nas atuais circunstâncias nascesse ali qualquer trevo. Os dois provavelmente diziam a verdade, mas talvez a verdade de cada um fosse diferente da outra.
Então ele resolveu perguntar o por que. O Gnomo, respondeu que era por causa da terra, os trevos precisam de terra fresca e arejada e a terra do bosque é dura, compacta. Portanto se você quiser que nasça  um trevo aqui renove a terra, Só se conseguem coisas novas quando se faz algo novo.
Ele perguntou onde poderia encontrar terra fértil e o Gnomo o orientou a buscar nas terras das vacas anãs. Então o cavaleiro seguiu rumo a terra, chegando lá encheu  dois alforjes de terra e partiu para uma área bem tranquila do bosque, encontrou um lugar que lhe parecia adequado, arrancou as ervas e o mato, removeu a terra velha (a que nunca tinha sido renovada) e finalmente jogou a terra nova no solo. Foi dormir, com muita dúvida se realmente nasceria naquele lugar o trevo já que o bosque era tão grande, mas ele sabia que se nunca havido nascido um trevo ali, era porque ninguém havia feito algo diferente. 
  No dia seguinte saíram em busca da Dama do lago... O Nott conversou com ela, mas disse logo que não queria saber dos problemas dela, queria apenas fazer uma pergunta: onde crescem os trevos aqui?
E ela lhe respondeu que os trevos não podem nascer aqui, pois necessitam de muita água. Eu distribuo a água por infiltração. Assim ele montou em seu cavalo e começou a odiar a sorte, pois era a coisa mais desejada e a mais inacessível do mundo.
  O Sid também falou com a Dama do lago, ele logo percebeu que havia algo de errado com o lago, pois não havia regatos ou rios. Ele disse que ajudaria a ela, mas precisava saber de quanta água  um trevo precisa? - Precisa de água em abundância, a terra deve estar sempre úmida. 
  Então ele fez um sulco na terra até o local da terra fresca e criou um riacho.
  No outro dia os dois novamente saíram em busca de respostas e procuraram a Sequoia, rainha das árvores.  Nott muito impaciente com a árvore milenar perguntou- lhe se nunca havia nascido um trevo ali. E ela lhe disse que nunca. Ele ficou deprimido já era a terceira pessoa que lhe dizia ser impossível. Ele não se deu conta de que era preciso fazer alguma coisa a respeito e se sentia uma vítima, usado e enganado.  
  Sid acordou feliz com tudo que havia providenciado, mas faltava algo, então, lembrou-se de perguntar a árvore mais sábia do bosque, a Sequoia... Como sempre, muito gentil ele perguntou o que mais faltava para que um trevo possa crescer além de terra nova e água suficiente. Ela respondeu que ele necessita tanto de sol como de sombra e neste bosque só tinha sombra. Ele pediu a permissão dela para podar alguns galhos de suas súditas, ela orientou para que ele apenas retirasse as folhas e os galhos secos e que não deixasse para fazer para fazer amanhã, o que ele poderia fazer hoje. Quanto mais ele criava as condições para o trevo mágico nascesse, menos ele se preocupava com o fato de ter escolhido corretamente o lugar em que isso de daria. 
  No sexto dia, Nott abatido vagou pelo bosque e responsabilizava Merlin, dizendo que era vítima de um erro ou engano. Então, ele resolveu procurar Ston, a mãe das pedras. Ele repetiu a mesma pergunta e ela lhe respondeu: - É claro que não! Como  você quer que cresçam trevos entre as pedras?
  Sid passou amanhã perguntando a todos os seres que encontrava no bosque o que podia estar faltando para terra, além do sol, da sombra e da água para que um trevo de quatro folhas nascesse ali. Ninguém soube lhe responder, então, resolveu ir ao ponto mais alto do bosque para ver se algo lhe chamava a atenção. "A perspectiva, à distância e a visão do horizonte sempre dão ideias úteis e inesperadas", Pensou. Ele subiu o penhasco e a voz da pedra o assustou, ele aproveitou a oportunidade e perguntou o que faltava, ela disse o que já havia dito a Nott, trevos de quatro folhas não crescem onde há pedras, mas os de três folhas, sim. Então mais do que de pressa ele desceu o penhasco, cavalgou de volta ao seu pedaço de terra e trabalhou arduamente removendo todas as pedras.
  Quando a noite caiu os cavaleiros se encontraram, Nott perguntou se Sid tinha encontrado o trevo, ele disse que já não o procurava há três dias. Desde que o Gnomo lhe disse que trevos no nascem no bosque encantado, ele tinha se dedicado a criar um espaço. Nott perguntou se ele estava louco, pois ele estava fazendo uma horta sem ter a certeza de que o lugar seria ali, pois o bosque era enorme e foi embora.
  A última noite poderia ter transcorrido serenamente, mas não foi para nenhum dos dois. A bruxa Morganática e a coruja visitaram Nott e ela lhe propôs um trato, ela lhe dizia onde o trevo nasceria e ele mataria Merlin.  Segundo ela, Merlin enganou a todos e o trevo ia nascer no jardim do castelo real e quem o colheria era o próprio Merlin. Nott louco de raiva selou o cavalo e desapareceu velozmente a caminho do castelo.
  Ela também procurou o Sid e contou outra mentira, porém ele não se deixou levar e a bruxa saiu com raiva. "Desconfie daquele que lhe propõe planos com os quais se ganha muito de forma fácil e rápida. Suspeite de quem tentar lhe vender a sorte. 
  Na manhã seguinte o tempo foi passando sem nenhuma novidade, mas disse  mais mesmo: "Bom, de qualquer maneira, vivi apaixonadamente estes dias no bosque encantado. Fiz o que acreditei ser o certo e necessário”.
  O vento, senhor do destino e da sorte, agitou as folhas das árvores e começaram a chover pequenas sementes que pareciam minúsculos grãos de ouro verde em absolutamente em todos os cantos daquele lugar e de todo o reino encantado. À medida que caíam se confundiam com o solo, como sementes jogadas no deserto. Exceto algumas que foram parar numa pequena extensão de terra fresca e fértil, com sol, água e sombra.
  Sid agradeceu ao senhor dos ventos, porém ele  disse que não precisava agradecer, na verdade, tanto fazia o lugar que Sid escolhesse. O importante era preparar o terreno como ele havia feito. A sorte é a soma de oportunidade e preparação.
  Nott chegou ao castelo e foi a procura de Merlin com a espada desembainhada e seu rosto crispado de ódio. Encontrou Merlin no jardim, porém o jardim estava todo coberto com azulejos. E Nott perguntou por que ele tinha feito aquilo com o jardim e Merlin lhe respondeu: - Porque do contrário, você teria me matado. Eu, Merlin, o mago sei de tudo, sei que a bruxa lhe procurou e se eu não tivesse feito isso só depois de procurar por todo o jardim e não encontrar o trevo você perceberia que foi enganado pela bruxa e eu já teria morrido. O trevo nasceu no bosque como prometi. Havia trevo para muitos, inclusive você, mas você abandonou suas chances, não acreditou em si mesmo. E mais: Esperou sempre que os outros o presenteassem com a sorte. E assim Nott  foi para o seu castelo e permaneceu em total solidão por longo tempo.
  Sid chegou ao castelo e mostrou-lhe um punhado de trevos de quatro folhas e lhe agradeceu, pois devia isso à ele. Merlin disse: - Foi você que decidiu não confiar no acaso para encontrar o trevo e preferiu criar as condições para que ele chegasse até você. 

 

 

E assim aprendemos que não devemos esperar que as coisas caiam em nossas mãos, temos que acreditar, confiar e nos preparar para que quando a oportunidade surja não  a desperdicemos. E percebemos também as atitudes dos dois cavaleiros, um é pessimista, desconfiado, inseguro, mal humorado e o outro é totalmente o  oposto.  Eles nos ensinam as 10 regras da Boa Sorte, que façamos os ensinamentos dessas regras e que encontremos o nosso trevo mágico de quatro folhas.

 


          
                                  Regras da Boa Sorte

1. A sorte não dura muito tempo, pois não depende de você.
    A boa sorte é criada por você, por isso dura para sempre.

2. Muitos são os que querem ter a Boa Sorte,
      mas poucos os que decidem busca-la.

3. Se você não tem a Boa Sorte agora,
      Talvez seja porque está sob as circunstancias de sempre.
      Para que ela chegue, é conveniente criar novas circunstancias.

4. Preparar as condições favoráveis para a boa sorte
      não significa buscar somente o benefício para si mesmo.

5. Se você deixar para amanhã o trabalho que precisa ser feito, a Boa Sorte talvez nunca chegue.Criar as condições favoráveis requer dar um primeiro passo. Faça isso hoje mesmo!

6. Às vezes, mesmo que as condições 
      favoráveis estejam aparentemente presentes,
      a  Boa Sorte não chega.
        
      Procure nos pequenos detalhes
    o que for aparentemente desnecessário 
    mas imprescindível!

7.  Para quem só  acredita no acaso,
      Criar as condições favoráveis parece absurdo.

    Para quem se dedica a criar as condições favoráveis,
    O acaso não é motivo de preocupação.

8. Ninguém  pode vender a boa sorte.
    A Boa Sorte não se compra.

    Desconfie dos vendedores da sorte.

9. Após criar todas as condições favoráveis,
    tenha paciência, não desista.

10. Para criar a Boa Sorte é preciso 
      Prepara as condições favoráveis 
      Para as oportunidades.

      As oportunidades, porém,
    não dependem de sorte ou de acaso:
    Elas estão sempre presentes!



Segundo seus autores, a história da Boa Sorte nunca chega às suas mãos por acaso...

 

 

 

Texto:   By Jacqueline

Fonte:  Trechos retirados do livro, A BoaSorte:         AlexRovirCelma    e    FernandoTrias de Bes.   

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