blog da Jac


Coragem - OSHO

14/04/2013 22:57

Diariamente, eu tento vencer os meus medos. É uma luta árdua, ser ou não corajosa, vencer obstáculos, ultrapassar limites. Venho buscando várias maneiras de encontrar a coragem de viver perigosamente, nem sempre eu venço, mas não deixo de tentar, se hoje foi difícil, amanhã poderá ser mais fácil... trouxe um pouco da sabedoria de Osho para compartilharmos, espero induzí-lo (a) a ir mais longe.

 

 

O que é a coragem?

CORAGEM

É entrar no desconhecido apesar de todos os medos. A coragem não é falta de medo. A falta de medo surge quando cada vez te volta mais corajoso. A falta de medo é a experiência absoluta da coragem;

Nunca me encontrei com ninguém que não tenha, dificuldades no amor. Tem algo que ver com o amor, com o mundo do amor.

No Oriente, ao ver as dificuldades que entranhava, as pessoas se escaparam. Começaram a negar seu amor, a rechaçá-lo. converteram-se em pessoas sem amor mas o chamavam falta de apego. Pouco a pouco, ficaram mortiços. O amor quase desapareceu do Oriente e só ficou a meditação.

Meditação significa que se sente bem em sua solidão. Meditação significa que só está aparentado contigo mesmo. O círculo está completo contigo; não precisa te sair dele. É obvio, o noventa e nove por cento de seus problemas resolvem, mas a um preço muito elevado. Agora terá menos preocupações. O homem oriental tem menos preocupações, menos tensões... vive quase em sua própria cova interna, protegido, com os olhos tampados. Não permite que se mova a energia. Faz curto-circuito... basta um pequeno movimento de energia dentro de seu ser para que se sinta feliz. Mas esta felicidade está um pouco morta. Sua felicidade não é júbilo, não é alegria.

No Oriente tentamos viver sem amor, renunciar ao mundo — que significa renunciar ao amor—, renunciar à mulher, renunciar ao homem, a todas as oportunidades nas que pode florescer uma flor.

No Ocidente aconteceu exatamente o contrário. A gente tentou encontrar a felicidade por meio do amor, e isto foi a causa de muitos problemas. perderam o contato consigo mesmos. afastaram-se tanto de si mesmos que não sabem como voltar. Não sabem onde está o caminho, onde está sua casa. sentem-se insignificantes, desamparados, e seguem fazendo esforços de amor com aquela mulher, com aquele homem: heterossexual, homossexual, autosexual. Tentam-no de todas as maneiras mas se sentem vazios, porque só o amor te pode fazer feliz, mas não há silencio nele.

E um dia te dá conta de que todo esse esforço não tem sentido porque está tentando encontrar ao outro, mas ainda não encontraste a ti mesmo.

 

Os dois caminhos fracassaram. Oriente falhou porque tentou a meditação sem amor. Ocidente falhou porque tentou o amor sem meditação.

Quando digo que perca o medo, não me refiro a que não haverá temores na vida. Chegará a te dar conta de que noventa por cento dos medos são pura imaginação. Dez por cento são reais, e tem que aceitá-los. Não converto às pessoas em corajosos. Volto-os mais receptivos, sensíveis, atentos, e sua atenção é suficiente. dão-se conta de que seus medos também podem servir de degraus.

Em princípio não há muita diferença entre uma pessoa covarde e uma corajoso. A única diferença é que o covarde escuta seus medos e se deixa levar por eles, enquanto que a pessoa corajoso os aparta e continua seu caminho. A pessoa corajoso entra no desconhecido apesar de todos os medos.

O CAMINHO DO CORAÇÃO

A palavra «coragem» é muito interessante. Provém da raiz latina, cor, que quer dizer coração  —, portanto ser corajoso significa viver com coração. Os covardes e só os covardes vivem com acabeça; estão atemorizados, rodeiam-se da segurança da razão. Atemorizados, fecham todas as janelas e as portas e se escondem detrás. 

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver com amor, com confiança; é entrar no desconhecido. É renunciar ao passado e permitir o futuro.

 Coragem é entrar por caminhos perigosos. A vida é perigosa, e só os, covardes podem evitar o perigo, mas então, já estarão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, vital, sempre se aventurará ao desconhecido. Ali encontrará perigos, mas se arriscará. O coração sempre está disposto a arriscar-se, ao coração gosta de apostar.

 A cabeça é um homem de negócios. A cabeça sempre faz cálculos, é ardilosa. O coração não é calculador.

Só respondo ante meu coração e ante ninguém mais. Você só deve responder ante sua pessoa. Não vá contra ti mesmo, porque fazê-lo é cometer um suicídio, é te destruir. E, o que pode ganhar? Embora a gente te respeite e pensem que é uma pessoa muito séria, respeitável e honrada, isso não vai enriquecer te. Estas coisas não lhe vão proporcionar uma maior compreensão da vida e de sua enorme beleza.

Só deveria preocupar-se de cuidar e proteger as qualidades que poderá te levar contigo quando a morte aniquile seu corpo e sua mente, porque estas qualidades serão sua única companhia. São os únicos valores verdadeiros, e só as pessoas que o conseguem estão vivas; o resto finge estar vivo.

NÃO FAÇA CASO DAS ESCRITURAS, faz caso a seu coração. Essa é a única escritura que eu recomendo: escuta atentamente, muito conscientemente, e nunca te equivocará. Escutando a seu próprio coração nunca estará dividido. Escutando a seu próprio coração, começará a ir na direção correta, sem ter que pensar no que está bem ou está mau.

A nova humanidade terá uma habilidade que consistirá no segredo de escutar ao coração conscientemente, vigiando, atentamente. lhe siga aonde quer que te leve. Sim, às vezes te levará a algum perigo, mas recorda que esses perigos são necessários para que mature. Às vezes te confundirá, mas essas confusões são parte do crescimento. Cairá muitas vezes; volta a te levantar, porque caindo e te levantando é como volta a recuperar forças. Assim é como alguém se equilibra.

E você não é, de maneira nenhuma, menos que outros. te respeite, respeita sua voz interior e obedece-a.

Tenha em conta que não te estou garantindo que isto te vá conduzir sempre ao correto. Muitas vezes conduzirá ao equivocado, porque para chegar à porta correta terá que chamar primeiro a muitas portas equivocadas. É assim. Se te encontrar com a porta correta de repente, não saberá reconhecer que era a correta. portanto, recorda que no balanço final os esforços nunca sobram; todos os esforços contribuem ao desenvolvimento final de seu crescimento.

Ao te perder muitas vezes, aprende a não te perder. Ao cometer muitos enganos aprende o que é um engano, e como não cometê-lo. Sabendo o que é um engano, vai aproximando mais à verdade. É uma exploração individual; não pode depender das conclusões de outros.

Se for inteligente está preparado para penetrar no desconhecido, porque sabe que, embora desapareça todo mundo conhecido e esteja no desconhecido, será capaz de te instalar aí. Confia em sua inteligência. A dúvida está em guarda; a inteligência se mantém aberta porque sabe que «aconteça o que acontecer, será capaz de aceitar o desafio, será capaz de responder de uma forma adequada». A mente medíocre não tem essa confiança em si mesmo. O conhecimento é medíocre.

Não tente compreender a vida. Vive-a! Não tente compreender o amor. te instale no amor. Então saberá, e esse saber surgirá de sua experiência. Esse saber não destruirá o mistério: quanto mais saiba, mais saberá que fica muito por saber.

Em realidade, a mente que procura explicações é uma mente medrosa. devido a este medo, quer procurar explicações a tudo. Não pode fazer nada se não o explicaram antes.

A vida não está estancada, é dinâmica, é um processo. Não pode fazer um mapa da vida. Não é mensurável, é um mistério incomensurável. Não procure

explicações.

E isto é o que chamo maturidade mental: quando alguém chega a um ponto no que olhe a vida sem fazer perguntas, e se inunda nela com coragem e sem medo.

 Se não poder confiar é melhor que duvide, porque através da dúvida, antes ou depois, poderá surgir a possibilidade da confiança. Não pode viver eternamente com a dúvida. A dúvida é uma enfermidade; é uma doença. Se dúvidas nunca estará satisfeito; 

Trecho retirado do livro: Coragem, o prazer de viver perigosamente - OSHO.

Texto: By Jacqueline

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